25 setembro 2010

BOLO DE ARROZ CRÚ COM QUEIJO E CANELA

Inacreditável o bom que este bolo fica. Ainda na série Bolos de liquidificador, vagueei na net à procura de bolos rápidos que não levassem farinha de Trigo e encontrei este, exclusivamente de arroz crú!! Mais prático não há!! Estou verdadeiramente encantada!

A receita original descobri-a no blog Mil e uma coisas.

A canela em pó de topping e a casca de laranja é invenção minha. Desta forma quase que podia mudar o nome para Bolo de Arroz Doce ;)

INGREDIENTES (chávena = xicara):
  • 2 chávenas arroz crú demolhado 12 horas;
  • 1 cháv. de leite de soja natural;
  • 4 ovos Médios;
  • 3/4 cháv. óleo de milho;
  • 1 cháv. de açúcar mascavado claro;
  • 3/4 cháv. queijo flamengo ralado;
  • 1 colher (sopa) fermento Royal;
  • Canela em pó;
  • 4 cascas de laranja biológica.
CONFECÇÃO:

Colocar o arroz de molho em água dum dia para o outro.

No dia seguinte liquidificar o arroz com o leite. Usando a Bimby são 3 minutos na velocidade 9 com temperatura 40º (achei importante amornar a mistura porque o leite estáva frio).

De seguida juntar os ovos, óleo, açúcar mascavado claro e o queijo flamento ralado. Triturar 1 minuto na velocidade 5 da Bimby ou noutro liquidificador. Quase no fim juntar o fermento e terminado o tempo, programar velocidade Espiga, 3 a 4 voltas.

Untar uma forma com óleo de milho, deitar o preparado, povilhar de canela em pó, espetar 4 cascas de laranja à volta. Levar a forno quente a 200º, baixando depois para 150º. Ao fim de 40 minutos espetar palito para conferir cozedura da massa.

22 setembro 2010

BOLO FARINHA MILHO e Regresso às aulas

Ser mãe é uma grande trabalheira! Se soubesse o que sei hoje, não me tinha metido nesta aventura, iiiiiiiiiiiiiiirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Podia ser gira, fresca, fashion, despreocupada, sem responsabilidades mas não! Ser mãe ocupa-me por completo. Vá lá que a criança adormece cedo! Caso contrário nem 1 hora tinha para mim!
Então nesta época de regresso às aulas, há que ser mesmo muito eficiente e despachada. Vai dai que bolos de liquidificador para a criançada levar para lanches da escola é o que está a dar.
Como o trigo está presente na maior parte dos alimentos que comemos, resolvi testar um bolo maioritáriamente de farinha de milho e aprovo a 100% o resultado. Muito bom!
INGREDIENTES (chávena = xicara de chá):
  • 4 ovos M;
  • 3/4 chávena de mel;
  • 1 chávena e meia de farinha de milho;
  • 1/2 chávena de farinha de trigo;
  • 3/4 chávena de óleo de milho;
  • 1 chávena de leite de soja quente;
  • 1 colher (sopa) fermento Royal;
  • 3 colheres (sopa) côco ralado.
CONFECÇÃO:
Num liquidificador colocar todos os ingredientes pela ordem, à excepção do leite, do fermento e do côco.
Como usei a Bimby, vou dar indicações de tempos Bimby, mas quem usar um liquidificador menos potente deve bater mais tempo.
Ferva o leite no fogão ou micro-ondas e programe a bimby, com os ingredientes, 50 segundos, velocidade 4 a 5. Deite o leite e programe mais 20 segundos, quase no fim do tempo, junte o fermento e programe velocidade espiga, 3 a 4 toques.
Unte uma forma com óleo de milho. Junte o côco manualmente e sem bater ao preparado. Derrame na forma e leve a forno quente, 200º, baixando ao fim de 10 minutos para 150º. Terminados 40 minutos espete o palito para ver se está cozido.
Vai muito bem com queijo de cabra e com doce de morango.

07 setembro 2010

ENERGIA SOLAR NA TEIA AMBIENTAL

Chegamos a dia 7, ao dia do meio-ambiente, ao dia de blogagem colectiva na teia ambiental. E para este dia a proposta é falarmos de FONTES DE ENERGIA. Associando a alimentação à ecologia, escolhi a energia solar e a desidratação de alimentos para abordar o tema de hoje.

Muitos dos alimentos que chegam até nós são produtos finais de um interminável processo de transformação gastador de imensa energia. Mesmo aqueles que aparentemente não se apresentam como produtos transformados, na verdade são! Como é o caso dos desidratados (ou secos).

Há 2 anos atrás comprei
o desidratador eléctrico EXCALIBUR e com ele tenho vindo a tomar consciência do enorme gasto de energia eléctrica que os bens vendidos no mercado como secos ou desidratados, consomem.

A desidratação é uma das formas mais antigas de conservação. Outras existem como a congelação por exemplo, ou a simples refrigeração. No entanto, quando comparadas, talvez, a desidratação seja mais eficiente pois diminui o tamanho dos produtos, permintindo maior espaço de armazenagem.

Em minha casa optei por desligar o congelador. Fora alguns periodos isolados e de curta-duração, mantenho o congelador desligado desde há 3 anos. Prefiro produtos frescos ou desidratados. No entanto só utilizo o desidratador quando tenho excessos de produção como é o caso das uvas que trago
do meu terreno na aldeia e que seco em uva-passa. De resto compro os desidratados em embalagem.

As leguminosas, as ervas liofilizadas, os caldos de legumes tipo knorr, as especiarias em pó, as sementes secas, as frutas desidratadas, as algas, as massas alimenticias! tudo são desidratados e todos eles consomem energia eléctrica.

Já lá vai o tempo em que as pessoas desidratavam os excessos de produção ao sol. Em algumas aldeias portuguesas ainda o fazem e porque não fazê-lo na cidade???

Pois, foi isso mesmo que quis comprovar este ano. No final de Julho e durante todo o mês de Agosto esteve um sol fortssimo. Época do figo mais barato! Logo lembrei dos figos secos do Natal que tradicionalmente recheamos com nozes para decorar a mesa das festividades.

Porque não arriscar um aproveitamento de energia?? Será que o sol português de Julho e Agosto só serve mesmo para ir à praia, bronzear a pele e desencadear a produção de vitamina D em nós?? Parece que não!

A experiência a que me propus foi um sucesso. No prazo de 1 semana de sol forte obtive uns magnificos figos desidratados de forma tradicional, na minha varanda, sobre uns tabuleiros de rede que coloquei em cima do estendal de roupa :)

Ao mesmo tempo, aproveitei as sementes duma abóbora que depois de lavadas foram envoltas em sal e desidratadas num único dia (tal não era o calor).

A energia solar é de facto uma alternativa miraculosa. Renovável, não poluidora, infinita! Esta, juntamente com outras energias limpas poderão vir a ser uma alternativa ao petróleo que se prevé que acabe num prazo de 40 anos.

É triste que só depois de tanto erro chegue-se à conclusão que o melhor caminho são as energias limpas. Após a exploração das baleias que com o seu óleo iluminaram tantas casas e ruas, após a exploração das minas de carvão que contribuiram para tantas doenças respiratórias, a exploração das jazidas de petróleo que geraram tantos desastres ambientais, dos grandes rios com suas barragens altamente prejudiciais ao ecossitema como é o caso da hidroeléctrica das 3 gargantas na China...

Uma gestão de recursos com uma visão pouco global das consequências da utilização desenfreada dos mesmos. Cabe-nos a nós inverter a tendência e prestar atenção à energia gratuita do sol, quer através da desidratação tradicional, da
culinária solar, dos sistemas simples de carregar baterias com luz solar, etc etc... Acorde para a nova Era, a Era Solar. Vale a pena reflectir sobre estes temas, não vale? É o futuro dos seus filhos que está em risco!

O/PARTICIPAÇÕES QUE VALE A PENA CONFERIR:

Alma Mater
Flora da Serra
Tudo o que me faz bem
Espiritual-idade
Natureza...lindaaaaa!
Casa Claridade

04 setembro 2010

ENSALADA DE ALGAS CRÚAS C/ ESPARGUETE BICOLOR

Olá de novo. Estou de volta definitiva das férias grandes e entusiasmada para iniciar a rentrée gastronomique 2010/2011 :)

Quer se queira, quer não, funcionamos quase todos em anos lectivos. Começam as aulas dos filhos e recomeça a nossa luta quotidiana.

Pela 1ªvez este ano, desde que criei o blog em 2007, decidi afastar-me desta realidade completamente. As minhas férias resumiram-se ao corte cirúrgico com todos os meus hábitos diários. Interrompi publicações, afastei-me da cozinha, "fugimos" de casa e proibi-me de pensar em trabalho ou em problemas. Tive umas férias santas! Libertei-me das amarras. Senti-me levezinha, levezinha...

Bem, mas aos poucos prometo voltar a este "mundo". Talvez não tão assídua como antes mas periodicamente presente, conforme a vontade de aqui estar e partilhar.

De momento, deixo-vos um prato semi-crudivoro. Espero que gostem.

INGREDIENTES:

  • Esparguete de trigo duro cozido;
  • Esparguete de quinoa e cenoura cozido;
  • Alga Esparguete do mar, demolhada e crúa;
  • Alga kombu, demolhada e crúa;
  • Cogumelos "orelhinhas de gato" hidratados e crús;
  • Cebola crúa;
  • Tomate crú;
  • Pimento verde crú;
  • Azeite;
  • Vinagre de ameixa;
  • Molho de soja;
  • Pimenta em pó;
  • Folhas de manjerico comestível.
CONFECÇÃO:

Demolhar em água purificada ou mineral e em recipientes separados, as algas desidratadas e os cogumelos desidratados (30 minutos antes).

Cozer os 2 tipos de esparguete em panelas separadas porque o esparguete de quinoa e cenoura coze mais depressa. Escorrer e passar por água fria. Reservar.

Picar a cebola, o tomate e o pimento em cubos pequenos. Retirar as algas do demolho, cortar a alga esparguete ao alto, em tirinhas mais finas. Cortar a alga kombu em tiras pequenas e os cogumelos negros em 2 ou 3 partes consoante o tamanho das "orelhinhas".

Juntar as algas, os cogumelos, os vegetais e as folhas de manjerico, temperar com uma vinagreta de azeite, vinagre, molho de soja e pimenta. Deixar repousar mais uns minutos para incorporar sabores e servir com o esparguete.

O manjerico comestível é igual ao manjerico vendido nas festas dos santos populares, no entanto, desde a semente até à planta é pensado para a alimentação, logo é isento de produtos quimicos.