31 janeiro 2010

NÉCTAR NATURAL DE MORANGO/LARANJA

Até o meu homem ficou perplexo com a espectacularidade deste néctar caseiro! Mil obrigados à Marina do blog Cabeças-de-alho-chocho, por ter partilhado connosco, esta maravilha tão apecívelmente natural :)
De facto a ideia veio da Marina, mas quando iniciei confecção não tinha o pc ligado nem consultei o artigo, simplesmente tinha na cabeça aquela imagem colorida, visualizada no blog dela. Dai que surgiu uma maneira diferente de fazer o néctar na bimby.
Já não é a 1ªvez que experimento os néctares da bimby mas até à data nenhum me seduziu pois não concordo com o facto de ter de juntar muito açúcar. E caso não junte açúcar, os néctares não sabem a grande coisa pois levam água. Também tenho alguma dificuldade em triturar a laranja completamente, talvez porque a minha bimby é velhota e as laminas estão gastas e picadas. Dai que optei pela maneira que descrevo a seguir e ficou um néctar veludo, liso sem grainhas, espesso q.b., com imenso paladar a fruta e não a açúcar ou água. 5 estrelas Michelin!!
INGREDIENTES (para 3 pessoas):
  • Sumo de 3 laranjas grandes algarvias;
  • Sumo de 2 tangeras algarvias;
  • 300 gr de morangos;
  • 2 colheres (chá) açúcar.
CONFECÇÃO:
Num espremedor retire o sumo às laranjas e às tangeras. As minhas são as que comprei no Algarve na passagem de ano, são super sumarentas e docissimas.
De seguida lave o morangos e retire-lhes os pés depois, para não perderem sabor. Coloque-os no copo bimby juntamente com o sumo das laranjas/tangeras mais 2 colheres (chá) de açúcar. Programe 2 minutos, velocidade 8/9.
NOTA:
Os morangos utilizados não eram muito doces. No entanto tinham um intenso sabor a morango apesar de serem de estufa e espanhois :( Shame on me!

30 janeiro 2010

PANRICO DE FARINHA MILHO C/ BAGOS

ARTIGO RELACIONADO:

Panrico de Forma Caseiro

Uma fatia deste pão parece uma nuvem quadrada :) Fofinha, fofinha, desfaz-se na boca ainda quente com manteiga a escorrer pelos cantos da boca :) Começar o dia com uma torrada destas é garantir que o dia vai ser excelente e de boa disposição!

No entanto para o confeccionarem necessitam de 2 elementos indispensáveis:
forma com tampa e a farinha Easy Forma da Puratos. Caso alguém precise de ambas eu não me importo de enviar por correio, só não prometo rapidez, pois não é esta a minha vida e não faço disto negócio. A única vantagem que tenho é dividir com os interessados os 25 kilos que comprei, já que não vendem em quantidades mais pequenas.

As meninas que já têm a forma e a farinha são:
Abelhinha, Sandra G., Mary, Margarida e Isabelocas. Envio cópia da factura da Puratos para verificarem valores.
INGREDIENTES:
  • 270 ml de água morna;
  • 170 gr de farinha de milho;
  • 270 gr de farinha Easy Forma Puratos;
  • 100 gr de farinha trigo T65;
  • 1 saqueta Fermipan (fermento seco);
  • Água q.b. para quando está a amassar (em principio será 75 ml);
  • Azeite para untar forma com tampa;
  • Grãos de milho cozido para decorar (opcional).
CONFECÇÃO:
Na bimby, deitar os 270 ml de água morna com a farinha de milho e o fermento. Programar 2 minutos velocidade 2.
Juntar a Easy Forma e a farinha de trigo normal. Programar 6 minutos, velocidade espiga.
No inicio de começar a amassar, deitar pinguinhas de água e analisar a massa através do bucal da tampa. Não exceda o 75 ml de água no total. Apartir do 2ºminuto de amassadura não junte mais água, deixe amassar.
Até um pano à volta do copo da bimby e outro pano por cima da tampa e deixe a levedar durante 30 minutos.
Aquecer o forno a 220º, colocar dentro a forma vazia. Quando esta estiver quente, retire-a para fora e unte com azeite. Apague o forno e leve a caixa novamente a aquecer. No fim dos 30 minutos de descanso da massa, retire-a do copo da bimby sobre um prato grande com farinha. Vire-a suavemente sobre a farinha e forme um rolo com as pontas para baixo. Estique o rolo à medida da forma retangular, deposite a massa no fundo da forma, decore com os bagos de milho cozido e tape. Convém ser rápido para evitar que a massa arrefeça.

Leve ao forno e deixe levedar mais 30 minutos. Após este tempo, ligue o forno a 100º durante 15 minutos, aumentando para 200º quando a massa bater na tampa (vá espreitando, em principio demora só 15 minutos a crescer). Deixe assar nos 200º cerca de 30 minutos.
Quando terminar, retire o pão da forma e leve 5 minutos ao forno a ganhar cor.
NOTAS FINAIS:
Farinha Easy Forma a 1,70 euros o kilo;
Caixa de pão com tampa a 10,26 euros a de 35x10x10.

29 janeiro 2010

TARTE TRIFRUTI RETANGULAR

Já sabem como é! Não tem nada que enganar. Estas tartes com creme de pasteleiro instantâneo que andam na moda bloguista, não custam nada a fazer. A única originalidade é ser trifruti. Daqui por diante, as minhas vão passar a ser assim, com frutas misturadas.
INGREDIENTES:
  • 1 base massa folhada retangular (LIDL);
  • Sementes de girassol q.b.;
  • Creme de pasteleiro (500 ml água fria, 160 gr pó pasteleiro, 80 gr frutose);
  • Kiwis laminados;
  • 1 banana laminada e com sumo de limão;
  • 1 ananás pequeno ao natural biologico;
  • Canela em pó e açúcar em pó para decorar.
CONFECÇÃO:
Na bimby, a água, o pó de pasteleiro e a frutose. 3 minutos, começa na velocidade 1 a 2 para misturar e sobe para a velocidade 4 a 5 nos 2 últimos minutos (sem temperatura).
Num tabuleiro de ir ao forno estica-se a massa folhada com o respectivo papel vegetal incluido. Espalha-se as sementes de girassol a cobrir a base. De seguida, creme de pasteleiro. Termina-se com as frutas laminadas na mandolina. Vai a forno quente a 250º durante uns 30 minutos. Ligue o grill no final para gratinar suavemente as frutas.
Decore com riscos de canela e povilhe de açúcar em pó.
Espere arrefecer para servir.

27 janeiro 2010

PAELLA DE COUSCOUS E VEGETAIS

Quem quiser que me ature! Isto quando eu ando avariada, a variar, não há quem pare tanta variedade!
A paella de couscous pode ser feita com carne, moluscos ou marisco mas como cá em casa somos maioritáriamente vegetarianos, serve-nos bem uma paella de couscous como refeição. Claro que quem goste dela assim pode servir-se dela de acompanhamento.
INGREDIENTES:
  • 2 alhos franceses (parte branca);
  • Azeite q.b.;
  • 2 latas de cogumelos inteiros paris;
  • 4 dentes de alho;
  • 1 pimento verde grande;
  • Açafrão e caril q.b.;
  • 4 folhas de couve lombarda;
  • Sal q.b.;
  • Algas hiziki demolhadas para dar sabor a mar;
  • Rebentos de soja enlatados ou ao natural;
  • Cenoura crua em juliana;
  • Molho de soja q.b.;
  • Couscous integral de trigo;
  • Água a ferver q.b.;
  • Tomate, fatias de queijo e azeitonas para decorar.
CONFECÇÃO:
Colocar as algas hiziki de molho em água antes de iniciar preparação da paella.
Ligar a paelheira electrica e fazer um refogado com o azeite e o alho francês. Juntar os cogumelos e os dentes de alho cortados ao meio. Deixar refogar bem até secar os cogumelos. Juntar o pimento cortado, temperar de sal e de especiarias. Juntar a couve esfarripada com os dedos. Deixar refogar enquanto ferve água numa chaleira. Adicionar as algas escorridas. Refogar. Por último, adiciona-se os rebentos de soja enlatados, a cenoura ralada e o couscous. Mexe-se bem, compõe-se com uma colher de pau para distribuir por toda a paelheira. Rega-se com água a ferver quase até cobrir por completo. Tapa-se para cozer. Após 5 minutos em temperatura minima, apague e deixe tapado mais 5 minutos.
Decore conforme foto.

24 janeiro 2010

FIDEUÁ VEGGIE OU PAELLA DE ESPARGUETE

A Fideuá é um prato espanhol parecido com a paelha no entanto em vez de levar arroz leva massa e a palavra fideuá deriva da palavra fideos de pasta (um tipo de macarrão bem fino). Aqui usei esparguete normal, optando por confeccionar uma fideuá vegetariana com chouriço de soja. Voltei a "acordar" a minha paelheira electrica após 4 meses de descanso. É o que dá ter muitas máquinas e interesses variados.
INGREDIENTES:
  • 2 cebolas pequenas;
  • 1 chouriço de soja;
  • Azeite q.b.;
  • Vinho branco q.b.;
  • 3 tomates pequenos;
  • 1 pimento verde médio;
  • 1/4 de lata de milho cozido;
  • 1 lata pequena de feijão encarnado;
  • Esparguete q.b.;
  • Sal, pimenta e molho de soja;
  • Água a ferver q.b.;
  • Queijo ralado;
  • Cerefólio em pó ou Oregãos em pó;
  • Azeitonas e Rúcula para decorar.
CONFECÇÃO:
Ligar a paelheira electrica e fazer um refogado com o azeite e a cebola. Juntar o chouriço de soja às rodelas sem pele e o vinho branco. Deixar refogar. Juntar o tomate e o pimento cortado. Deixar refogar. Juntar o milho e o feijão. Deixar refogar enquanto ferve água numa chaleira. Juntar o esparguete cortado em 3. Espalhar bem o esparguete para que não cole um ao outro. Adicionar um pouco de água e mexer até o esparguete começar a ficar maleável. Adicionar água quase até cobrir por completo. Ajeitar com a colher de pau e tapar para cozer. Quando verificar pela tampa de vidro que a água sumiu e que o esparguete já ganhou corpo, apague a paelheira e povilhe com o queijo ralado e o cerefólio. Volte a tapar.
Ao servir decore com azeitonas e rúcula.

22 janeiro 2010

RECICLAR RADIOGRAFIAS-Jornal Ágora-SOS Terra

Para ler, role até ao fim do artigo pois infelizmente não consigo que o artigo dê para abrir:

Este é o 15ºartigo que escrevo para o jornal Ágora do Centro Comunitário de Carcavelos.

Os restantes artigos estão na Etiqueta Ecologia.



E se eu vos dissesse que a Radiografia já foi usada e é usada, fora do campo da medicina? Se quiserem saber mais da arte da radiografia espreitem este artigo e este site: Beyond Light do artista Albert Koetsier. Para mim a colecção mais bonita é a Gifts from the sea (raio-x de conchas e buzios).


Infelizmente não sei o que se passa mas o artigo não dá novamente para abrir, aqui fica o texto:

"Há coisas fantásticas não há? Já se perguntou como é possível obter uma radiografia, uma fotografia ou um filme? De facto, é raríssimo pensarmos nisto. Simplesmente utilizamos sem ter noção do que está inerente a este processo.

Quase todos nós temos uma radiografia do nosso esqueleto, ou películas de filme fotográfico da época anterior às fotos digitais. Onde estão? Guardadas, esquecidas, a encher a casa, sem grande utilidade? Chegou a hora de se ver livre de lixo! Sim, para si, radiografias com mais de 5 anos e películas fotográficas antigas são lixo, mas para a reciclagem são “ouro”, ou melhor são PRATA!

Fique sabendo que o que permite às películas fixarem a imagem são cristais de prata. A palavra fotografia vem das palavras gregas FÓS e GRAFIS (“luz” e “desenhar”) significam desenhar com luz. É portanto a criação de imagem por meio de exposição luminosa. No entanto, se a película não contivesse cristais de prata, a luz passaria e não se fixaria. Dá-se então um fenómeno muito interessante, o queimar dos cristais de prata extremamente sensíveis à luz. Quanto mais luz, mais escuro fica o filme, maior área queimada. Por isso se chama negativo ao filme, já que é o contrário ou o inverso.
A radiografia funciona do mesmo modo, embora a luz que atravessa o filme radiográfico é o raio-x e não a luz visível a olho nú. O raio-x é um raio de luz mais potente, com outras características, penetrando em todos os elementos que encontra no seu caminho. Para o raio-x todas as substâncias são transparentes, enquanto que o raio de luz visível não ultrapassa os campos eléctricos ou magnéticos, individuais.

Resumindo, quer o filme radiográfico, quer o filme fotográfico ou cinematográfico contêm prata e é possível reciclar estas películas para retirar o metal precioso. Por exemplo, 1 tonelada de radiografias origina cerca de 10 kg de prata.

A AMI – Ajuda Médica Internacional, vai já na 14ª campanha de recolha de radiografias. Desde 1996 recuperou mais de 10 toneladas de prata das radiografias recolhidas, possibilitando cerca de 1 milhão de euros em projectos de luta contra a pobreza em mais de 40 países no mundo. Fique atento! Em Junho de 2010 a AMI deve anunciar a sua 15ª campanha e nessa altura pode entregar as suas radiografias sem valor diagnóstico, livres de relatórios ou envelopes, em qualquer farmácia. A papelada deite-a no papelão, não há necessidade de entregá-la à AMI J

No caso das películas fotográficas, se viver no município de Torres Novas, pode visitar o ECOCENTRO e entregar todo o tipo de materiais que vão desde: vidro, plástico, papel, óleos, pilhas até materiais de construção, resíduos de jardins, electrodomésticos, radiografias e películas. Mais informações em: www.cm-torresnovas.pt/.

Para esclarecimentos na nossa área de Cascais, contacte a linha verde da emac: 800 203 186"

21 janeiro 2010

CHURRASQUINHO NA TOSTADEIRA

Eh eh eh isto é que foi um grande invenção :) Depois de andar a ver uma máquina combi de nome Big Boss Grill e outra de nome Hulk Grill que substituem uma quantidade de pequenos electrodomésticos na nossa cozinha, lembrei-me de testar a minha tostadeira como se fosse um grelhador :) E o resultado foi extraordinário. Deliciei-me com um churrasquinho veggie com salsicha de soja.
Enfim...ando à procura duma destas 7 em 1 onde basta trocar os pratos anti-aderentes para obter tostas, panini's, gaufres ou waffles, grelhados, omoletes, donuts, pizzas. Assim livrava-me da tostadeira, da waffle maker e ganhava uma donut maker! All in one! Claro que quando digo livrar-me, significa dar à minha mãe ou sogra, ou alguma amiga (q esteja interessada).
Se alguém souber duma destas à venda cá em Portugal digam-me. Pois só encontrei em sites americanos :( E não queria pagar taxas alfandegárias.
ARTIGO RELACIONADO:

17 janeiro 2010

TARTE DE LARANJA C/ CREME DE PASTELEIRO

Tinha que ser, e o que tem de ser, tem muita força. Andar a passear pelos blogs, no dia de hoje, domingo de preguiça, influência imenso e ao ver a tarte de maçã da Cuca que me recordou a tarte de maçã da Sónia, fez-me salivar por uma tarte de fruta com creme de pasteleiro. Hummm :)
Aproveitando o forno quentinho depois de ter confeccionado um pão de forma para os pequenos almoços da semana, foi só, aumentar-lhe a temperatura até aos 240º para que a massa folhasse com deve de ser.
Optei por laranja porque tenho cá uma quantidade consideravel que trouxe da passagem de ano no Algarve. Não há nada como comprar laranja, clementina e tangerina aos produtores que vendem à porta das quintas no caminho para Albufeira. Aproveitei e também comprei amêndoa algarvia. São deliciosas estas laranjas, docinhas e gulosas. Fazem um casamento perfeito com o creme de pasteleiro!
INGREDIENTES:
  • 1 base de massa folhada;
  • Creme de pasteleiro intantâneo (500 ml água, 160 gr pó pasteleiro, 80 gr frutose);
  • Amêndoa laminada q.b.;
  • 3 laranjas grandes laminadas na mandolina;
  • Bagas goji (demolhadas) q.b.;
  • Açúcar e canela em pó para povilhar.
CONFECÇÃO:
No copo da bimby, preparar o creme de pasteleiro instantâneo da Puratos com água, pó de pasteleiro e frutose. 3 minutos, velocidade progressiva 2-3-4 para misturar lentamente e depois manter-se na vel 5. Reservar.
Na mandolina, laminar as laranjas com 1 cm ou um pouco menos. Reservar.
Demolhar as gabas goji em água purificada ou de garrafa.
Numa tarteira de fundo amovivel esticar a base de massa folhada com o papel vegetal incluido. Espalhar a amêndoa laminada no fundo. Cobrir com o creme de pasteleiro. Decorar com as laminas de laranja e as bagas goji. Levar ao forno a 240º durante 30 minutos (+/-).
Retirar do forno, deixar arrefecer e se possivel cortar só quando estiver quase frio para não desmanchar, já que a laranja vai largar um pouco de liquido. No entanto depois de fria o liquido é absorvido. Fica espetacular!
NOTA:
Utilizem apenas laranjas doces e quem gostar de doces muito doces tem de aumentar a quantidade de frutose. Para mim está no ponto, mais doce enjoa-me, deixa-me mal disposta.

16 janeiro 2010

CAFÉ DE ALECRIM

ARTIGO RELACIONADO:
Café de Tangerina
Ora vamos lá mudar o disco, senão é sempre "toca o mesmo" e as pessoas fartam-se de vir a este blog :) Enjoam o bolo rei conforme eu já enjoei :( Não posso nem vê-lo!! Mas gostava muito de descobrir e inventar mais bolos-rei internacionais, pelo que, suponho que volte à saga em breve. Me aguardem!
Entretanto, lembrei de publicar este café de ervas aromáticas que vem no seguimento do café de casca de citrinos. Cá em casa utilizamos com frequência as ervas frescas para fazer chá em vez de comprar as saquetas individuais de ervas secas que são...digamos que...poluentes. E não há necessidade nenhuma de gastar dinheiro nos chás da treta quando os chás caseiros são muitos melhores e mais saborosos.
Para além dos variados chás que tenho feito nestes dias frios para me aquecerem por dentro enquanto o aquecedor me aquece por fora, resolvi inovar no café da manhã e juntei uma estaca de alecrim biológico ao café de saco. Já não é a primeira vez. Fica um café muuuito aromático mesmo. Outras ervas que vocês podem juntar ao café são: tomilho-limão, erva principe, poejo e hortelã.
Na minha horta de varanda tenho algumas destas ervas e é espetacular colhê-las directamente do vaso, lavar e utilizar para chá ou café. Não há nada como usar tudo fresco e biológico. Poupe dinheiro, deixe de comprar chás empacotados. O ambiente agradece.

12 janeiro 2010

COURONNE DES ROIS SWISS

Cá continuo eu, à descoberta dos bolos de rei internacionais. Fartei-me de rir quando li o nome do bolo rei suiço, pois quando o encontrei, o nome estáva no plural: couronnes! E é claro que eu levei logo para a malandrice :) Mas não, não era nada do que eu estáva a pensar... Couronnes significa coroas!!

O brioche da Couronne des rois é um brioche de café! Senti logo uma enorme atracção por confeccioná-lo, mal percebi que iria obter um bolo rei de café. Que máximo!

Também na Suiça existe a tradição de juntar brindes ao bolo: pequenas figuras de porcelana. Mas as figuras vão variando, havendo muita gente que faz colecção das séries de figuras. Encontrei fotos aqui.

INGREDIENTES:

400 ml de água quente;

750 gr de farinha de brioche Continente;

4 colheres (sopa) café soluvel cevada;

2 colheres (sopa) licor amêndoa amarga;

Frutas secas (uva-pássa e pasta de figo);

Sementes de girassol para o interior;

Raspa de citrinos (limão e laranja);

Óleo de amendoim q.b.;

Amêndoa laminada para o exterior;

Leite para pincelar;

Gel de brilho - Mirror neutro Puratos

CONFECÇÃO:

Bimby - Colocar a água quente, farinha e café solúvel. Programar 8 minutos, velocidade espiga. Juntar o licor de amêndoa amarga a partir dos primeiros 2 minutos.

Deixar levedar 1 hora dentro do copo da bimby agasalhado com 1 pano à volta e outro por fora.

Deitar óleo de amêndoim na mesa de trabalho, retirar a massa para cima do óleo com as mãos untadas. Abrir a massa, rechear com as frutas desidratadas, as sementes de girassol e as raspas de citrinos. Dividir a massa em 9 pedaços (8 iguais e 1 maior). Formar bolinhas com a ajuda de farinha branca normal. Colocar a bola maior ao centro e as menores à volta. Levar ao forno a 50º, a levedar 30 minutos.

No fim da levedação, pincelar com leite e aumentar a temperatura do forno para 180º, durante 30 a 40 minutos, com um copo com água para humidificar a atmosfera dentro do forno. A meio do tempo juntar as amêndoas laminadas por cima para torrarem suavemente.

Para verificar se está cozido pique com um palito comprido, especialmente no meio da coroa.

Retire para fora do forno, deixe arrefecer. Retire as amêndoas e pincele com brilho doce. Volte a colocar as amêndoas e sirva com uma coroa de papel em cima (a da foto foi feita pela minha filha na escola).

Numa próxima confecção não vou colocar a bola do meio para ser mais rápido a cozer.

10 janeiro 2010

ROSCA DE REYES MEXICANA

Parece igual ao nosso bolo rei mas não é. No máximo é idêntico, porém tem 2 particularidades distintas: Em vez de redondo é oval, e por cima leva umas tiras de biscoito. Foi aqui que inovei, dada a sua origem, decidi colar tiras de biscoito de polenta. Adorei!

Para além destas diferenças há ainda uma que durante muitos anos fazia parte da tradição. Enquanto que o bolo rei português continha uma fava escondida, a rosca de reis escondia pequenos bébés de porcelana, e mais tarde de plástico que simbolizavam o menino jesus nascido que se escondia do rei Herodes para evitar ser morto, quando este perseguiu todas as crianças nascidas naquele periodo por não querer perder o trono para o tão anunciado rei dos homens, filho de Deus. A quantidade de meninos no pão doce está de acordo com o tamanho da rosca e o ser oval possibilitava roscas maiores do que as redondas.

Quem encontrava o menino na rosca ficava com a obrigação de ajudar nas festividades do Dia de la Candelaria a 2 de FEV.

Em Portugal, a tradição da fava vem do tempo dos romanos que votavam nas assembleias com favas de 2 cores. A fava branca representava o sim, a fava preta representava o não. Dai vem o dito: "São favas contadas", ou seja, a vitória estáva do lado de quem dizia isto, obtendo maior número de votos a favor.

INGREDIENTES:

375 ml de água quente;

750 gr de farinha brioche Continente (descobri esta farinha a 1,74 o kilo);

3 colheres (sopa) vinho do Porto;

Azeite q.b.;

Frutos secos biológicos (nozes, cajús e amendoas laminadas);

Frutas secas biológicas (uva-pássa, pasta de figo);

Raspa de 1 laranja grande;

Raspa de 1 limão grande;

1 ovo e 1 colher (sopa) vinho Porto para pincelar;

Massa de biscoito de polenta e frutas cristalizadas para decorar;

Açúcar em pó para povilhar.


MASSA DE BISCOITO DE POLENTA:

  • 1 ovo;
  • 1 e 1/4 chávena (café) farinha T65;
  • 1 chávena (café) polenta;
  • 1/3 cháv (café) açúcar;
  • 1 cháv (café) manteiga vegetal;
  • Raspa de 1 limão pequeno.

CONFECÇÃO:

No copo da bimby colocar a água quente e a farinha para brioche do Continente. Programar 8 minutos, velocidade espiga. Logo no minuto inicial verificar se precisa de mais água já que a massa deve ficar bastante húmida mas formar bem a bola com malha elástica. Ao 3ºminuto juntar as colheres de vinho do Porto. Atar o copo da bimby com um pano à volta e outro por cima. Deixar levedar, desligada, 1 hora.


Ao fim deste tempo, aquecer o forno a 100º, enquanto se retira a massa para cima de uma bancada onde previamente se deitou uns fios de azeite (pode ser generoso com o azeite). Espalhe bem o azeite na mesa de trabalho e nas suas mãos antes de tocar na massa.


Abra a massa com as mãos em formato de lençol, sem esburacar. Não use rolo (iria retirar fofura à massa). Vire a massa para untá-la no azeite da mesa de um lado e de outro. Volte à posição inicial, deite uma chávena de frutos secos e de frutas secas partidas miúdinhas e a raspa de citrinos por cima. Enrole a massa e forme uma bola e em cima dum tapete de silicone, com as pontas da massa virada para baixo, abra buraco ao meio. Convém fazer todo este processo relativamente rápido para evitar que a massa esfrie muito.


Leve a massa no tapete de silicone ao forno préviamente aquecido, reduzindo a temperatura para 50º. Deixe ficar a levedar dentro do forno, a 50º durante 30 minutos. Enquanto isto, corte as frutas cristalizadas e demolhe-as em água fria para retirar excesso de açúcar e hidratá-las convenientemente. E junte todos os ingredientes do biscoito de polenta no copo da bimby lavado da massa de brioche. Programe 20 segundos, velocidade 6 e depois 1 minuto, velocidade espiga.


Terminados os primeiros 30 minutos, bata um ovo inteiro com 1 colher de vinho do porto e pincele a massa de bolo rei que entretanto já deve ter levedado um pouco. Após pincelar decore com as frutas cristalizadas limpas da água e faixas de massa de biscoito espalmadas com a mão. Feche o forno e aumente temperatura para 100º, durante 30 minutos.


Terminados os segundos 30 minutos, aumente temperatura para 160º durante 15 a 20 minutos. Para verificar se já está pronto pique com palito de espetada. Se sim, retire do forno e povilhe com açúcar em pó.


Muuuuito bom, especialmente na parte onde apanha biscoito!! Levei para um jantar de amigas, eramos 6 e a seguir ao jantar comeu-se metade deste bolo gigante!!

GUINESS - Maior Rosca de Reyes do Mundo:

06 janeiro 2010

BOLO REI MAGO GASPAR

E assim termina o trio de coroas, ou de bolos-rei, conforme lhes queiram chamar:

O 1º bolo rei que publiquei vou alterar para
Bolo Rei Mago Belchior (o europeu);
O 2º bolo rei titulei-o como
Bolo Rei Mago Baltasar (o africano);
E este 3º é o Bolo Rei Mago Gaspar (o asiático).
Mas a história do bolo rei não acaba aqui. Pois fiquem sabendo que o bolo rei deu muito que falar quando terminou a Monarquia em Portugal. Há precisamente 100 anos atrás, em 1910, os republicanos depunham o último rei português (D.Manuel II) e implantavam a República com o 1º presidente português, Manuel José de Arriaga.
E foi nesta altura que a existência de um bolo chamado rei levantou celeuma, obrigando a renomear o dito. A República necessitava impor-se com pompa e circunstância reduzindo a cinzas tudo o que restava da Monarquia e do seu simbolismo, pelo que, rebaptizaram o bolo rei de bolo presidente e mais tarde de bolo arriaga (atendendo ao nome do 1ºpresindente).
Quando é que recuperou a identidade original? Isso é que já não sei. Se alguém souber que se levante agora ou se cale para sempre (ah ah ah).
INGREDIENTES:
  • 250 ml de água quente;
  • 1 colher (café) sementes de cardamomo;
  • 500 gr de farinha de brioche (1 pacote);
  • 1 colher e meia (chá) de açafrão em pó;
  • 1 colher (café) de canela em pó;
  • 2 colheres (sopa) de vinho do porto;
  • 1 colher (chá) aroma de baunilha liquido;
  • Azeite q.b.;
  • Frutos secos biologicos (cajús, amendoas e nozes);
  • Frutas secas biológicas (uva-pássa e pasta de figo);
  • Raspa de 1 laranja;
  • Raspa de 1 limão;
  • 1 ovo e 1 colher (sopa) vinho do porto para pincelar;
  • Bagas goji demolhadas para decorar;
  • Sementes de girassol, linhaça, sêsamo e de abóbora para decorar.
CONFECÇÃO:
No copo da bimby colocar a água quente e as sementes de cardamomo. Triturar 1 minuto na velocidade 5. Depois juntar a farinha de brioche, o açafrão e a canela. Programar 5 minutos, velocidade espiga. Ao 3ºminuto juntar as colheres de vinho do Porto e a baunilha liquida. Se necessário juntar um pouco de farinha branca para enxugar. Atar o copo da bimby com um pano à volta e outro por cima. Deixar levedar, desligada, 1 hora.
Ao fim deste tempo, aquecer o forno a 100º, enquanto se retira a massa para cima de uma bancada onde previamente se deitou uns fios de azeite. Espalhe bem o azeite na mesa de trabalho e nas suas mãos antes de tocar na massa.
Abra a massa com as mãos em formato de lençol, sem esburacar. Não use rolo (iria retirar fofura à massa). Vire a massa para untá-la no azeite da mesa de um lado e de outro. Volte à posição inicial, deite uma chávena de frutos secos e de frutas secas partidas miúdinhas e raspa de citrinos por cima. Enrole a massa como se fosse uma torta. Forme uma bola e em cima dum tapete de silicone, com as pontas da massa virada para baixo, abra buraco ao meio. Convém fazer todo este processo relativamente rápido para evitar que a massa esfrie muito.
Leve a massa no tapete de silicone ao forno préviamente aquecido, reduzindo a temperatura para 50º. Deixe ficar a levedar dentro do forno, a 50º durante 30 minutos.
Terminados os primeiros 30 minutos, bata um ovo inteiro com 1 colher de vinho do porto e pincele a massa de bolo rei que entretanto já deve ter levedado um pouco. Após pincelar decore com as bagas goji demolhadas em água durante 15 minutos, seguidas das sementes. Feche o forno, aumente temperatura para 100º durante 30 minutos.
Terminados os segundos 30 minutos, aumente temperatura para 160º durante 15 a 20 minutos. Para verificar se já está pronto pique com palito de espetada. O açafrão não dá sabor, só cor. Mas o cardamomo sobresai imenso, pelo que senão está muito acostumada ao sabor do cardamomo, diminua a quantidade de sementes.

05 janeiro 2010

BOLO REI MAGO BALTASAR

O bolo rei simboliza uma coroa atribuida ao rei dos homens: Jesus Cristo. Serve para festejar o dia 6, dia de Reis Magos, dia em que o menino Jesus, nascido a 25 de Dez, recebeu presentes dos Reis Magos que o visitaram após seguirem a estrela que anunciou a sua vinda ao mundo.

Em alguns países respeita-se esta tradição e os presentes só são abertos no dia 6, contrariamente aos países que abrem os presentes à meia-noite de dia 24 ou às 00 horas de dia 25.

Não se sabe exactamente quantos Magos eram, apesar de se saber que não eram Reis, mas sim sacerdotes entendidos em astrologia e astronomia. No entanto, relatos cristãos falam de 3 homens mais pormenorizadamente: Belchior, representante da raça branca; Gaspar, representante da raça "amarela"; e Baltasar, representante da raça negra.

Resumindo e baralhando, resolvi confeccionar uma "coroa" para Baltasar. Um bolo para o rei mago negro com frutos africanos. A ideia surgiu-me depois de ver o
Bolo Rainha Africana da Ana Maria.
INGREDIENTES:
  • 250 ml água quente;
  • 500 gr farinha brioche nacional;
  • 2 colheres (sopa) farinha alfarroba;
  • 1 colher (chá) canela em pó;
  • 2 colheres (sopa) vinho do porto;
  • Azeite q.b.;
  • Frutos secos biológicos (cajús, amendoas e nozes);
  • Frutas secas biológicas (uva-passa e pasta de figo);
  • Raspa de 1 laranja;
  • Raspa de 1 limão;
  • 1 ovo e vinho do porto para pincelar;
  • Tâmaras, Alperces, Cajús e Nozes para decorar;
  • Açúcar em pó para povilhar.
CONFECÇÃO:
No copo da bimby colocar a água quente, a farinha da nacional, farinha de alfarroba e canela. Programar 5 minutos, velocidade espiga. Logo no minuto inicial verificar se precisa de mais água já que a massa deve ficar bastante húmida mas formar bem a bola com malha elástica. Ao 3ºminuto juntar as colheres de vinho do Porto. Atar o copo da bimby com um pano à volta e outro por cima. Deixar levedar, desligada, 1 hora.

Ao fim deste tempo, aquecer o forno a 100º, enquanto se retira a massa para cima de uma bancada onde previamente se deitou uns fios de azeite. Espalhe bem o azeite na mesa de trabalho e nas suas mãos antes de tocar na massa.

Abra a massa com as mãos em formato de lençol, sem esburacar. Não use rolo (iria retirar fofura à massa). Vire a massa para untá-la no azeite da mesa de um lado e de outro. Volte à posição inicial, deite uma chávena de frutos secos e de frutas secas partidas miúdinhas e raspa de citrinos por cima. Enrole a massa como se fosse uma torta. Forme uma bola e em cima dum tapete de silicone, com as pontas da massa virada para baixo, abra buraco ao meio. Convém fazer todo este processo relativamente rápido para evitar que a massa esfrie muito.

Leve a massa no tapete de silicone ao forno préviamente aquecido, reduzindo a temperatura para 50º. Deixe ficar a levedar dentro do forno, a 50º durante 30 minutos.
Terminados os primeiros 30 minutos, bata um ovo inteiro com 1 colher de vinho do porto e pincele a massa de bolo rei que entretanto já deve ter levedado um pouco. Após pincelar decore com as tâmaras, alperces, cajús e nozes. Feche o forno e aumente temperatura para 100º, durante 30 minutos.

Terminados os segundos 30 minutos, aumente temperatura para 160º durante 15 a 20 minutos. Para verificar se já está pronto pique com palito de espetada. Se sim, retire do forno e povilhe com açúcar em pó.
Adorei este Baltasar. Desapareceu dum dia para o outro! Comeu-se ao jantar, ao peq almoço, levou-se para os lanches da escola e do trabalho e já só ali está um cadinho pecanino. Amanhã tenho de inventar outro!