30 abril 2009

IOGURTE (SOJA) DOS 4 Cs

CAFÉ, CHOCOLATE, CAJÚ e CANELA

INGREDIENTES:

1 litro leite soja natural (sem aromas);
4 colheres (sopa) café cevada instantaneo;
1 colher (sopa) chocolate em pó;
1 colher (sopa) manteiga de cajú ou cajú triturado;
1 colher (sopa) frutose;
3 colheres (sopa) iogurte natural caseiro de soja;
Canela q.b. para povilhar ao servir.

CONFECÇÃO:

Aquecer o leite o suficiente para conseguir dissolver o café, o chocolate e a manteiga de cajú. Não é absolutamente necessário que ferva.

Deixe arrefecer até 40º (utilize a técnica do dedo referida nos posts anteriores sobre iogurtes). Quanto atingir 40º, junte a frutose e o iogurte de soja. Misture bem, disfaça os grumos de iogurte.

Deite o preparado em frascos escaldados com água a ferver. Eu costumo aquecer água na chaleira electrica e encher os potes até meio com essa água. Depois deito a água fora e ainda quentes, encho-os do leite com o iogurte.

Leve ao forno solar, tapados e embrulhados numa manta ou casaco polar durante 8 horas. O forno solar convém ter estado ao sol durante a tarde para acumular calor nas suas paredes. Pelo que supostamente ainda está morno à noite.

Caso não tenha forno solar, convido-vos a visitarem o blog Se7e Pecados da Suzi e a aprenderem a maneira tradicional de confeccionar iogurtes sem iogurteira. É tão simples e não há limite para a nossa criatividade.

O iogurte dos 4 Cs é uma verdadeira delicia. Para os mais gulosos é necessário adoçar. Para mim estáva óptimo assim. A canela é a cereja no topo do bolo. Um iogurte que parece uma sobremesa (iogubermesa).

29 abril 2009

PATÉ DE HÚMMUS COM AGRIÃO FRESCO (Dia Verde)

ARTIGO RELACIONADO:

Grão Cozido no Forno Solar

Desta vez não serei a última a publicar no dia da cor! Fiz esta receita na 6ª feira passada e já comemos quase tudo. Está uma delicia. Recomendo sem hesitação.


Não tive de pensar muito, bastou-me pegar na minha receita de Húmmus solar (do artigo relacionado) e aplicar a ideia da Susana B. do blog Menos Calorias Mais Vida (juntar agrião crú).

INGREDIENTES:
  • grão sem água (equivalente a 1 lata grande);
  • 1 alho crú;
  • molho de soja q.b.;
  • 1 colher (café) cominhos em pó;
  • 1 colher (sopa) pasta de sésamo;
  • 50 ml azeite;
  • sumo de 1 limão médio;
  • sal e pimenta q.b;
  • 150 gr de folhas agrião fresco;
  • Paprika para decorar.

CONFECÇÃO:

Coloque todos os ingredientes na Bimby à excepção do agrião. Triture bem até formar pasta.

Continue a triturar e vá juntando o agrião lavado aos poucos. Deite a pasta numa tijela, decore com grão, paprika e folhas de agrião. Faça riscos com um garfo. Guarde no frigorifico tapado.

Aguenta bem no frio mais de 1 semana. É delicioso em pão, tostas e torradas. O agrião dá-lhe um sabor apimentado fantástico, e tem óptimas propriedades.

28 abril 2009

IOGURTE (SOJA) DE HORTELÃ, CANELA E CHÁ VERDE

Agora não quero outra coisa. É iogurte a toda a hora, de manhã ao pequeno almoço, a meio da manhã, a meio da tarde, antes de deitar :-)) Pelo que convém-me mesmo ter diversos sabores no frigorifico que é para não fartar. Já para não falar no prazer de fazer experiências. Eu estou mesmo na área errada, a contabilidade e eu apenas temos em comum a organização e a metodologia, de resto, mais nada.

O iogurte que vos apresento pode ser comido sem açúcar, com açúcar ou salgado dependendo se quer fazer com ele um molho para salada ou não. Tem na sua base um chá que inventei e que adoro: Folhas de hortelã fresca, pau de canela e saqueta de chá verde. Mesmo que não façam o iogurte, experimentem o chá que fica uma delicia. Em várias reuniões familiares têm elogiado o meu chá, talvez porque esta hortelã é muito boa, biologica e caseira.

Conforme referi nos posts anteriores convém ter sempre iogurte natural confeccionado para nos servir de fermento ao novo iogurte. Dai que, tendo em mente este objectivo, desta vez fiz 1/2 litro de iogurte de soja natural ao mesmo tempo que confeccionei 1/2 litro de iogurte de soja com hortelã, canela e chá verde. Julguei ser mais dificil do que foi. Vou passar a fazer sempre assim.

INGREDIENTES:
  • 1 litro Leite soja natural biologico;
  • 2 colheres (chá) Frutose;
  • 6 folhas grandes de Hortelã;
  • 1 pau de Canela;
  • 1 saqueta de Chá Verde;
  • 3 colheres (sopa) iogurte natural soja.

CONFECÇÃO:

Dividir o leite em duas partes (500 ml+500 ml). Levar ao lume em púcaros separados até ferver. Apagar o lume de ambos e num deles colocar a hortelã, a canela e o chá verde. Deixar reposar uns minutos e arrefecer. Não demasiado tempo. Simplesmente o mesmo tempo de infusão que ficaria para o chá normal.

Entretanto, retirar as ervas, o pau e a saqueta. Adoçar ambos os púcaros com 1 colher (chá) de frutose, cada um. Verificar que os líquidos já atinguiram os 40º através da técnica do dedo referida nos artigos anteriores. Juntar 1 colher (sopa) e meia de iogurte caseiro a cada púcaro. Dissolver bem.

Os potes onde deitei o iogurte foram préviamente escaldados com água a ferver. Tampas e tudo. E ainda mornos acolhem os preparados. Convém assinalar de algum modo os frascos para posteriomente saber o que contêm dentro, já que estamos a fazer 2 qualidades que não se vão destinguir pela cor.

O forno solar esteve ao sol durante a tarde, vazio. Apesar do sol de Domingo ter estado fraquinho, serviu perfeitamente para aquecer o forno solar, entre uma nuvem ou outra. Coloca-se então a manta polar dentro do forno morno, os potes já cheios do preparado e tapados, fecha-se a manta polar que neste caso é um casaco polar da Decathlon e fecha-se o forno solar que fará de estufa durante 8 horas. De manhã coloca-se o iogurte no frigorifico e come-se após umas horas de frio (aconselham no minimo 4 h mas eu costumo comer antes).

27 abril 2009

FORNO SOLAR JÁ À VENDA EM PORTUGAL NOVAMENTE!

Ontem recebi uma boa noticia: o site Energia Livre da minha amiga Beatrice já tem fornos solares para venda, novamente. A fábrica de Portugal há uns 2 anos atrás fechou mas parece que reabriu, reiniciando fabrico com algumas melhorias de reforço de juntas do vidro de cobertura para diminuir o tempo de espera dos cozinhados.

O único problema é que o preço também subiu. De qualquer forma posso assegurar que é um forno durável, muito resistente que após várias utilizações não mostra sinais de uso e em pouco tempo recupera-se o dinheiro investido com a poupação de energia.

O preço actual é de 268,80 euros + 5,50 euros de custo de transporte directamente ao domicilio.

Para verificarem todas as capacidades deste forno solar, clickem na etiqueta Forno Solar/Solar Oven da coluna da direita deste blog.

Estou verdadeiramente satisfeita com o meu forno solar por 2 motivos. Um é pelos resultados obtidos a nível de culinária solar, outro é porque senão fosse o forno eu nunca teria conhecido a Beatrice que tanto me influênciou em actitudes tão ecologicas.

Para que saibam, devo à Beatrice o ter começado a minha horta de varanda e ainda o ter comprado o meu terreno na aldeia. Foi ela que me incentivou, apoiou e ensinou. Indicando vários sites de agricultura doméstica. Para além de ter sido uma óptima amiga e ouvinte em épocas dificeis nas quais eu precisava de alguém que me ouvisse e aconselhasse. Obrigada Beatrice! Há amizades que não se explicam, simplesmente acontecem e são a maior riqueza que se pode ter: Amigos verdadeiros.

26 abril 2009

IOGURTES DE SOJA SOLARES MULTI SABORES

IOGURTE DE BANANA, LARANJA E BOLACHA

E

IOGURTE DE LIMA E CÔCO


ARTIGO RELACIONADO:

Como Fazer Iogurte Soja no Forno Solar

Quem quiser acompanhar a novela dos iogurtes de soja deve clickar o artigo relacionado, por favor, pois hoje não vou explicar os primordios desta descoberta, vou apenas publicar 2 receitas.

Porém, tudo tem uma causa e desta vez o que me motivou a enveredar pelo caminho dos multi sabores foi o desafio da Gasparzinha do blog
No Soup For U. Não é que a moça chega-me aqui aos comentários e "diz-me" assim: Ai com agar-agar, não vale, é batota!

Bem...não me aguentei ! Senti-me desafiada! Batota!!! Ai é! Então vou-te mostrar que consigo fazer iogurte sem agar-agar, sem leite em pó, só no arame, sem rede nem nada :-)) Isto digo agora porque já sei o resultado. Eh eh eh, amiga Gasparzinha aqui tens os meus iogurtes sem leite em pó e sem agar-agar. Ora bê lá.

Antes de ir aos ingredientes e etc, vou só desvendar a fonte de inspiração das minhas invenções. Baseei-me no iogurte (de vaca) com banana, laranja e bolacha que vi neste artigo da
Sandra e no iogurte (de vaca) de limão e côco da Garparzinha.

INGREDIENTES:

IOGURTE SOJA DE BANANA, LARANJA E BOLACHA:
  • 80 gr Bolacha Maria;
  • 1 Banana grande;
  • Sumo de 1/2 laranja;
  • 40 gr Frutose;
  • 1 litro de leite Soja natural (sem aroma);
  • 3 colheres (sopa) de iogurte caseiro natural.
IOGURTES SOJA DE LIMA E CÔCO:
  • 1 litro de leite Soja natural (sem aroma);
  • Cascas de 1 lima biologica inteira;
  • 2 colheres (sopa) côco ralado;
  • 1 colher (sobremesa) Frutose;
  • 3 colheres (sopa) de iogurte caseiro natural.

CONFECÇÃO:

IOGURTE BANANA, LARANJA E BOLACHA:

Pulverize a bolacha durante 10 Seg / Vel 9. Reserve
Coloque no copo a banana, o sumo de laranja, a frutose e triture 5 Seg / Vel 7
Programe 8 Min. / Varoma / Vel 1
Deixe arrefecer
Junte 500 g. leite, a bolacha e programe 1 Min / Vel 7
Adicione o restante leite e programe 4 Min / 50 º / Vel. 4
Adicione o iogurte e misture na vel 4, sem temperatura.
Terminado o tempo distribua por frascos, abafe com uma manta polar ou saco térmico, dentro do forno solar, durante 8 horas.

Nota: O forno solar esteve a aquecer à tarde, ao sol. À noite estava morno servindo assim de estufa ao iogurte.

IOGURTE DE LIMA E CÔCO:

Este é muito fácil e delicioso. Basta ferver o leite de soja com a casca da lima. De seguida, apague e deixe arrefecer um bocadinho. Entretanto, verifique se a temperatura não está acima dos 40º, colocando e suportando o dedo dentro do leite. Assim sendo, junte a frutose e o iogurte, misture bem, distribua em frascos e junte aos outros iogurtes já dentro do forno solar.

DADO NÃO MENOS IMPORTANTE: Escaldei os frascos com a água fervida antes de deitar o preparado. Por um lado para esterilizar, por outro lado para evitar que o vidro frio arrefecesse permaturamente o preparado morno.

Estou a adorar esta minha estufa de iogurtes porque posso fazer uma quantidade enorme de iogurte duma vez só, sem gasto de energia. Desta vez fiz 2 litros mas o forno solar concerteza que leva à vontade 5 litros! Uma vez que é relativamente alto, posso utilizar qualquer frasco. Como tenho cá carradas de frascos, altos, baixos, gordos, estreitos, vou reutilizando os diversos frascos que se vai comprando de salsichas, de polpa de tomate, etc etc...

Estes iogurtes ficaram-me ainda mais baratos do que os do artigo relacionado pois não utilizei o fermento de iogurte mas sim, parte do iogurte confeccionado anteriormente ;-) O iogurte confeccionado pode ser utilizado até 20 vezes. Depois disto perde a força. Porém julgo que só se pode reutilizar iogurte natural.

25 abril 2009

BATATA DE SEQUEIRO OU DE CEDO o fim!

Adeus oh terra,
Adeus linda serra de flores a brilhar,
Adeus aldeia,
que eu levo na ideia,
de em breve cá voltar :-)

Foi hoje o grande dia. Parti de manhã, com 3 sacas vazias à espera de encontrar um campo repleto de batatas.

Quando lá cheguei, comecei por admirar as bonitas papoilas de geração expontânea que cresceram no meu jardim selvagem. No caminho também tirei umas fotos à serra coberta de um manto dourado bordado a flores amarelas. Por fim olhei para as plantas da batata e verifiquei que não tinham desenvolvido muito desde que lá estive há 1 mês atrás.

Não desenvolveram mas também não morreram apesar da seca que se fez sentir, todo o mês, desde 15 Março até 25 Abril. Coitadinhas, algumas estávam amareladas, desbotadas, mas outras, as que apanham sombra da parte da tarde, estávam vissosas.

A ideia inicial era apanhar parte e deixar outra parte lá, a desenvolver mais um pouco. No entanto estivemos quase quase para apanhar todas pois como não são regadas por mão humana podem não ter a sorte do S.Pedro as regar para mim.

Resumindo, a sementeira não deu como esperado. A planta não desenvolveu em cima, e não desenvolveu em baixo. As batatas são praticamente, todas, pequenas, à excepção de algumas médias. Semeamos 25 quilos de batata-semente, trouxemos exactamente 25 quilos de produção (meia saca de batatas). Mas ainda lá deixámos umas plantas mais grandonas e bonitas a desenvolver um pouco mais. Pelo espaço ocupado versus a experiência adquirida, deve dar 1 balde de batatas as que lá ficaram.

Portanto, não dá para comercializar, lamento! Só dá para distribuir pela familia mais próxima, batatinha nova que se come com pele e tudo. Nada mau.

Enfim, se estou triste? Não não estou. Nada triste. Embora quem tenha ido comigo e que está habituado a estas andanças agricolas tenha lamentado o sucedido desde que chegou até que largou o campo de cultivo. Ao que eu respondi o seguinte:

- Sr.Zé, o proposito de semear estas batatas é muito maior do que a simples produção. Em primeiro lugar, acredite ou não, nunca antes eu tinha visto uma planta da batata com suas batatinhas agarradas. Foram precisos 37 anos para comprar um terreno, semear e colher batata. Para mim é um momento importante.

Em segundo lugar, foi um desafio. Quis pôr à prova o poder da natureza para sozinha conseguir gerar alimento com pouca intervenção humana. Foi interessante verificar que nenhuma praga atacou a sementeira. Ó terra abençoada.

Em terceiro lugar, estive a contribuir para aumentar o oxigénio na terra. Todas estas plantinhas estiveram a respirar dioxido de carbono e a oxigenar o ar. E se repararmos bem, não ficámos a perder. A natureza deu-nos o que colocámos lá enquanto esteve a desempenhar outras funções.

Bom, mas atenção, para aqueles que não percebem nada de horta, fiquem sabendo que as batatas sementes não se aproveitam. Essas são deitadas fora, o que se apanha são as batatas novas que estão agarradas às raizes conforme podem ver na foto. Estas batatinhas acabadas de apanhar estão no seu esplendor de vitamina C. Conforme forem envelhecendo vão perdendo a vitamina C.

Entretanto, o passo seguinte é mandar analisar aquele solo. Vai na volta o problema até não foi só da falta de água e as batatinhas não desenvolveram porque aquele solo pode ser pobre em azoto!? Sim mas há formas ecologicas de aumentar o azoto num solo. Assim como a batata pode não ter gostado do ph do solo... Pronto, trouxe trabalho para casa, já se está a ver.

Para terminar, como o chão tinha ficado remexido nada melhor do que jogar uns punhados de grãos de trigo só para ver se pega. Já vão tarde, bem sei, mas são cultura de sequeiro e senão pegarem pelo menos servem de alimento os passarinhos que estiveram a cantar para nós o dia inteiro.

Aiiii ó terra, aldeia que eu trago na ideia... Quero já voltar!!

24 abril 2009

IOGURTE DE SOJA SOLAR

Atendendo à forma tradicional de fazer iogurte, sem iogurteira, tenho vindo a congeminar um plano para aproveitar a energia solar absorvida durante o dia no forno solar, para protelar o aproveitamento dessa mesma energia durante a noite.

Parece dificil mas não é. Pásso a explicar:

Pelo método tradicional de fazer iogurtes caseiros, necessitamos de uma panela alta onde se põe água a ferver por forma a aquecer a panela para servir como estufa.Por outro lado, precisamos de aquecer 1 litro de leite a 40º e juntar o fermento de iogurte ou 1 iogurte de compra (natural). Seguidamente coloca-se os potes com leite+iogurte dentro da panela já vazia, e embrulha-se num cobertor durante uma noite. No dia seguinte o iogurte já estará pronto, devendo ir ao frigorifico por umas horas antes de utilizar.

Assim sendo, imaginei o seguinte: O forno solar quando é acabado de utilizar, está super quente tanto que eu para o guardar tenho de deixá-lo a arejar. Dai que, porque não, utilizá-lo como estufa para fazer iogurte durante a noite? Bem...foi das melhores ideias que tive. Saiu melhor que a "encomenda". Melhor que qualquer iogurte de iogurteira!

INGREDIENTES:
  • 1 litro leite soja natural (sem aromas);
  • 1 colher (chá) de agar-agar;
  • 1 colher (sobremesa) de frutose;
  • 1 pacotinho de fermento de iogurte.

CONFECÇÃO:

Levar o leite ao lume. Quando começar a aquecer, deitar a agar-agar. Mexer constantemente durante 2 minutos. Desligar. Adicionar a frutose. Mexer. Deixar arrefecer até conseguir aguentar o dedo dentro do leite (40º).

Enquanto isto, ferver água à parte para escaldar os frascos de vidro. Deitar a água quente nos frascos e deixar aquecer o vidro. Escaldar tampas também para matar germes.

Pormenor importante: O Forno solar teve de ser utilizado anteriormente, ao sol. Desta forma, no final do dia, o Forno estará ainda quente por dentro. Mantenha-lo fechado até à hora de introduzir os frascos de iogurte.

Entretanto, o leite já está morno. Junta-se o fermento de iogurte (ou 3 colheres de iogurte natural). Mistura-se, enche-se os potes de vidro com o preparado. Coloca-se a tampa sem fechar e leva-se os potes ao forno solar, cobrindo com uma manta, cobertor ou polar. Fechar o forno solar imediatamente e guardá-lo dentro de casa. O meu ficou no chão da cozinha.

De manhã estáva com este aspecto fantástico! Inclusivamente ficou tão sólido que virando o pote ao contrário, não entornava! Que textura óptima. E docinho! Não foi preciso adicionar açúcar ao comer.

EMBALÃO - Artigo do jornal Ágora - Rubrica SOS Terra

Para ler o texto basta fazer duplo click na imagem

Este é o 7ºartigo que escrevo para o jornal Ágora do Centro Comunitário de Carcavelos.

ARTIGOS ANTERIORES:

VIDEOS RELACIONADOS COM O ARTIGO:




23 abril 2009

MAÇÃS SOLARES COM MORANGO TRITURADO

Graças ao RED DAY, fiquei a conhecer esta receita fantástica do Nelson do blog Tachos e Panelas. Nunca pensei que ficassem tão boas com este doce de morango rápido. No entanto, ainda queria ter experimentado colocar tomilho como fez a Margarida do blog Figo Lampo no doce de morango do RED DAY.

Aproveitando um dia de sol forte como o de hoje, e ao mesmo tempo que cozi grão e fiz café solar, também assei estas 3 maçãs Gala no forno solar.

INGREDIENTES:
  • 3 Maçãs Gala;
  • 3 Cascas de Lima biológica;
  • 3 Paus de Canela (parti um ao meio, eram portanto 2);
  • 6 Morangos grandes biológicos;
  • 2 colheres (sobremesa) açúcar.

CONFECÇÃO:

Retirar o "coração" às maçãs. Rechear com a casca de lima e o pau de canela. Triturar os morangos com o açúcar. Regar as maçãs com o puré de morango. Levar ao forno solar durante 3 horas :-))

Ao retirar as maçãs do forno, colocar o doce de morango novamente por cima das maçãs, para ficarem vermelhinhas e brilhantes ao arrefecer. São uma maravilha. Mornas então...

22 abril 2009

JÁ CHEIRA A CAFÉ SOLAR !!


Já andava com esta fisgada há que tempos! Desde Outono 2008.

1ª providência a tomar: comprar uma cafeteira preta pois uma cafeteira cromada iria reflectir os raios e não absorvê-los. E depois? Depois é esperar pelo sol, quente e forte, sem vento de preferência.

E aqui a temos, a cafeteira preta ao sol. Ao fim de 30 minutos tinha café feito e o cheirinho a café acabado de fazer passava para fora do forno solar convidando a uma pausa a meio da tarde. Um café commmm lête (de soja claro com aroma de baunilha). Até coloquei o leite a aquecer um bocadinho também ao sol. Maravilha das maravilhas. Que bom é viver num país tão soalheiro.

21 abril 2009

O PAPALAGUI NUNCA TEM TEMPO

Excerto do Livro "O Papalagui - Discursos do chefe da tribo de Tiavéa nos mares do sul". Estes discursos destinavam-se apenas aos seus compatriotas polinésios, no entanto, Erich Scheurmann resolveu transmiti-los aos europeus sem conhecimento do chefe Tuiavii, uma vez que achou importante a mensagem ingénua mas bastante sábia contida em tais palavras. Esta é a forma como um indigena nos vê. Não entende o porquê de muitos dos nossos hábitos ou atitudes. E eu também não, francamente!

Numa altura em que as 24 horas do dia não me chegam, lembrei-me de partilhar convosco estas palavras. O Papalagui é o nome que o indigena dá ao homem branco.

"O Papalagui nunca está contente com o tempo que lhe coube e censura o grande espirito o não lhe ter dado mais. Chega mesmo a blasfemar contra Deus e a sua sabedoria, dividindo e subdividindo cada novo dia que nasce, segundo um plano bastante preciso.

Corta-o como se cortasse os pedaços de um noz de coco mole com um cutelo. As várias partes têm todas elas um nome: segundo, minuto, hora. (...) É uma coisa muito confusa que na realidade nunca percebi, (...) O Papalagui, no entanto, faz disso uma ciência. Os homens, as mulheres e até as crianças que ainda mal se têm nas pernas trazem consigo, quer presa por grossas cadeias de metal que lhe pendem do pescoço, quer atada ao punho com a ajuda de uma correia de coiro, uma pequena máquina achatada e redonda onde podem ler o tempo, o que não é mesmo nada fácil.

Ao ouvir o barulho da máquina do tempo, queixa-se o Papalagui assim: »» Que pesado fardo! mais uma hora que se passou! »» E ao dizê-lo, mostra geralmente um ar triste, como alguém condenado a uma grande tragédia. No entanto, logo a seguir principia uma nova hora!

Como nunca fui capaz de entender isto, julgo que se trata de uma doença grave. »» O tempo escapa-se-me por entre os dedos! O tempo corre mais veloz que um cavalo! Dá-me mais um pouco de tempo «« Estes são os queixumes do homem branco.

(...) Suponhamos, com efeito, que um Branco tem vontade de fazer qualquer coisa e que o seu coração arde de desejo por isso: que, por exemplo, lhe apetece ir apanhar sol, ou andar de canoa no rio, ou ir ver a sua bem-amada. Que faz ele então?

Na maior parte das vezes estraga o prazer com esta ideia fixa: »» Não tenho tempo para ser feliz ««. Mesmo dispondo de todo o tempo que queira, nem com a melhor boa vontade, o reconhece. Acusa mil e uma coisas de lhe tomarem tempo e, de mau grado e resmungando, debruça-se sobre o trabalho que não tem vontade nenhuma de fazer (...). Quando de repente se dá conta que tem tempo, que tem realmente todo o tempo à sua frente, ou quando alguém lhe dá tempo - os papalaguis dão frequentemente tempo uns aos outros, é mesmo a acção que eles apreciam mais - nessa altura, ou já não tem vontade, ou já se cansou desse trabalho sem alegria.

Como vivem obcecados pelo medo de perder tempo, todos os Papalaguis sabem com exactidão quantas vezes nasceu o sol e a lua desde que viram pela primeira vez a luz do dia. Este acontecimento é tão importante que o celebram, a intervalos de tempos fixos e regulares, com flores e grandes festas. Reparei, muitas vezes, que eles no meu lugar, se sentiam envergonhados quando, ao perguntarem-me a idade que tinha, eu não era capaz de responder a tal pergunta.

(...)Ter uma idade, quer dizer: Ter vivido um determinado número de luas. Isto de se perguntar qual o número de luas apresenta grandes perigos, pois foi assim que se acabou por determinar quantas luas dura em geral a vida dos homens. Ora acontece que cada um, sempre muito atento a isso, passadas que foram inúmeras luas, dirá: »» Pronto! não tarda muito que eu não morra! »» Nada mais então lhe causa alegria e, de facto, acaba por morrer daí a pouco tempo."


Tomei conhecimento deste livro através da Isabel do blog
A Escola é Bela. Nesse artigo do link directo encontram outro excerto do mesmo livro. O livro é um clássico e faz parte do Plano Nacional de Leitura (LER+).

20 abril 2009

BOLO DE VEGETAIS NA ACTIFRY

A receita de Bolo de Vegetais foi-me apresentada pela Sandra do blog Cozinha da Sandra que por sua vez tinha encontrado a receita no blog da Pimenta Verde. Eu fiquei fã, digo-vos já assim a abrir o artigo. O Bolo de Vegetais vai passar a ser um dos pratos mais confeccionados cá em casa, logo a seguir ao Ratatouille Niçoise. Foi aprovado por unanimidade!!

É um bolo que pode ir variando os ingredientes conforme o que temos em casa, desde que se mantenha a courgette e a cenoura. Pelo que eu inovei na receita original.

INGREDIENTES:

1 Courgette média ralada;
3 Cenouras médias raladas;
Coentros frescos q.b.;
1 chávena de grão cozido;
1 Tomate sem grainhas e sem liquido;
1 cebola pequena;
Queijo mozzarela ralado;
3 ovos médios;
75 gr leite soja;
80 gr farinha branca;
Sal fino e pimenta q.b. para os ovos;
2 colheres (sopa) linhaça.

CONFECÇÃO:

Ralar em juliana, as cenouras e a courgette. Colocar na forma de aro. Picar os coentros para cima. Juntar o grão, o tomate e a cebola em tiras. E por fim misturar o queijo. Convém misturar todos os ingredientes e terminar com queijo por cima.

Bater 3 ovos com leite e farinha. Temperar de sal, pimenta. Juntar as sementes de linhaça.

Regar todos os vegetais tentando não deixar nenhuma zona sem ovos. Forrar com folha de aluminio e levar à Actifry durante 40 minutos. No fim deste tempo, retirar a folha de aluminio e deixar gratinar. Rodar a forma de aro para gratinar toda a superficie.

Acompanhar com arroz molhadinho. O meu era arroz de manteiga mas que no fundo não leva gordura nenhuma. Simplesmente, deixo ferver uma cebola cortada na água durante uns minutos e só depois é que junto o arroz. Fica caldoso.

Quando se vira o bolo, a outra parte está muito descorada. Se quiser leve o prato a gratinar no forno, ou então com a ajuda de outro prato vire o bolo novamente para ficar a parte bonita para cima.

18 abril 2009

À DESCOBERTA DA LINHAÇA - parte 5


Linhaça em substituição de ovos

Bolo de Laranja sem ovos

Inacreditável. Só vendo para crer! Por mais que eu lesse o artigo "Livre-se dos ovos" do site Vegan Baking, desconfiava imenso que as minusculas sementinhas de linhaça conseguissem substituir os ovos na confecção de bolos.

Mas tive de ganhar coragem e apesar do risco de ter de deitar alimentos fora, a curiosidade foi mais forte do que eu.

Para utilizar esta alternativa, é necessário colocar as sementes de linhaça de molho em água purificada ou de garrafa. Eu deixei de molho 36 horas. Não se pode mudar a água durante esse tempo.

Se quiser pode revolver as sementes ocasionalmente e notará que a água começa a parecer-se com clara de ovo fresco. Incrivel, simplesmente incrivel. A água fica gelatinosa e as sementes incham. Dai que para esta receita demolhei 5 colheres (sopa) de linhaça que depois de inchadas deram 6 colheres (sopa).

INGREDIENTES:
  • 5 colheres (sopa) sementes linhaça;
  • água a cobrir 1 dedo acima das sementes;

  • pitada de sal fino;
  • 1 colher (sobremesa) açúcar integral;
  • 1 colher (sopa) sumo de limão;
  • 220 gr de farinha trigo branca;
  • 125 gr de açúcar integral de cana;
  • Sumo de 1 laranja pequena;
  • Raspa de 1 laranja;
  • 2 colheres (sobremesa) manteiga soja;
  • 3 colheres (sopa) leite soja;
  • 1 colher (chá) fermento Royal;

  • Óleo para pulverizar a forma.

CONFECCÇÃO:

Depois das sementes demolhadas, deite-as junto com a água, na bimby e triture 20 seg, vel 5. De seguida, coloque a borboleta, junte o sal, a colher de açúcar e o sumo de limão. Programe 6 min, vel 3.

Ao fim deste tempo, junte a farinha aos poucos, intervalando com o sumo da laranja, na velocidade 5, marque um tempo qualquer e não retire a borboleta. Espreite pelo bucal da tampa, assim que a massa ficar uniforme, junte o açúcar e a raspa. Deixe triturar na mesma velocidade.

Enquanto isto, derreta a manteiga no micro-ondas e junte à trituração em fio. Por último, junte o leite de soja e o fermento Royal. A massa final deve ficar idêntica a uma massa normal que leve ovos mas na qual não batemos as claras em castelo. Só para terem uma ideia do aspecto e paladar. Sim, provem que o sabor é igual.

Para terminar, pulverize uma forma de bolo, deite o preparado e leve ao forno quente tapado com folha de aluminio. Este bolo que vos apresento foi assado na Actifry. A forma de aro com mola cabe na minha Actifry, pelo que retira-se a forma de origem e coloca-se esta. É importantíssimo tapar com a folha de aluminio para assar na Actifry durante os 30 minutos que fica lá dentro. O buraco da forma não pode levar aluminio, corte e dobre a folha nesse sitio.

A folha de aluminio foi picada com uma faca para a respiração do bolo não ficar retida. Nos minutos finais, retira-se a folha de aluminio para deixar corar o bolo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Consegui obter um bolo extremamente fofinho, delicioso! A consistência faz lembrar uns bolos prontos, às fatias, de laranja, chocolate, cenoura ou amêndoa que há no supermercado Continente.

17 abril 2009

SCIENTIFIC EXPERIENCE REPORT EPISODE 7:

OBJECTIVE: Beluga Lentil Sprouts

(Rebentos de Lentilhas Beluga)



Eu adoro lentilhas, de todas as cores. Existem lentilhas castanhas, verdes, vermelhas e a última descoberta, lentilhas pretas, de nome, Beluga.

A 1ªexperiência de germinação de lentilhas correu mal :-( Paciência! Eram lentilhas castanhas mas não as demolhei convenientemente. Pelo que, se este blog tem alguma serventia, pelo menos que seja para os futuros cientistas de cozinha, evitarem os mesmos erros que eu. Demolhem sempre as vossas sementes no mínimo 8 horas.

As lentilhas beluga demolhei-as durante 36 horas. Ao fim deste tempo, coloquei-as no germinador e em 5 dias, no máximo, já tinha estes rebentos lindissimos prontos para comer.

Desta vez salteei uma porção de massa pré-cozida, na frigideira com um fio de azeite, à qual juntei uns pickles de cenoura (pickles sem vinagre, caseiros, ver
aqui o artigo), sal, pimenta e no fim, já no prato, misturei os rebentos lavados com a massa.

Os rebentos de lentilhas são muito parecidos com os rebentos de alfafa, comem-se muito bem crús. Os rebentos de girassol e os de soja já necessitam de serem cozinhados. Mas um crudivorista discordará de mim (com razão) pois defende que devem ser todos ingeridos crús. Uma vez que queremos absorver todo o potêncial nutritivo e enzimático. Ok, têm razão mas ainda estou longe da perfeição. Preciso de cozinhar os ditos rebentos mais rijos.

Um dos acontecimentos que tem vindo a fascinar-me nestas experiências todas é o facto de aperceber-me que durante todo este tempo tive organismos vivos dentro da minha despensa. Eu explico! Na realidade, todas as sementes, leguminosas ou frutos secos que compramos no seu estado natural, são organismos vivos. Simplesmente estão adormecidos, como que a hibernar, guardando dentro deles energia latente, prestes a explodir. Simplesmente precisam de água para iniciar o milagre da vida.

Vendo deste prima, é com muito mais respeito que olho para todos estes "óvulos" de futuras plantinhas. E a cada dia que pássa tomo maior consciência que a vida ao cimo da terra não nos pertence só a nós. Pertence a todos os organismos vivos ou em estado latente. E é por isso que a água e o ar têm um papel tão importante nas nossas vidas. Vamos poupá-la, não polui-la, se queremos viver neste lindo planeta chamado TERRA.